Filhos de Marcelinho Carioca jogarão pelo Corinthians USA

No Corinthians USA, Lucas e Matheus jogarão juntos pela primeira vez

Matheus e Lucas Surcin disputarão divisão inferior do campeonato americano. Pai não gostou da ideia no começo, porém depois aceitou bem a transferência

O Corinthians USA terá dois reforços especiais para 2017. Matheus e Lucas Surcin, filhos de Marcelinho Carioca, atuarão pela filial do Timão nos Estados Unidos. Neste ano, o time disputará a National Premier Soccer League (NPSL), divisão inferior do futebol local, e a US Open Cup, espécie de Copa do Brasil. A ideia é que em 2019 o Corinthians USA esteja jogando a Major League Soccer (MLS), a elite do futebol no país.

– Nosso projeto principal é a MLS. Estamos acertados com alguns patrocinadores para esse ano. Se der certo, teremos resultados maiores. Acredito que em dois anos estaremos no topo. Nos Estados Unidos não tem rebaixamento. É dinheiro. Se tiver grana, pode disputar o campeonato – diz Jailton Lopes, diretor internacional de futebol do Corinthians USA.

A ideia de contratar os filhos de Marcelinho partiu do próprio Jailton. Além de diretor do clube, ele também é empresário de Lucas Surcin, o filho mais velho do Pé-de-Anjo. Como o campeonato começa em março, o time iniciou a preparação no Brasil, precisamente em Mogi das Cruzes. O local escolhido foi porque o técnico Pedro Lamounier trabalhou no União Mogi.

– Eu tinha contato com o presidente do time (Josias Montegan). Era para ter ido no ano retrasado, não deu certo. Estava no Santos e conheci o Jailton lá, que trabalha com o Ricardo Oliveira. Ele falou com o presidente do Corinthians USA e fechou. Eu só disse para levar meu irmão também, que não tinha empresário. Aconteceu – conta Lucas Surcin, de 22 anos.

Lucas deixou o Santos e ficou sem clube. Aconteceu o mesmo com Matheus. O volante estava na base do Corinthians até o final do ano passado, quando decidiu sair do clube porque apenas treinava e não jogava competições. O momento casou com a oportunidade de jogar nos Estados Unidos, apesar de ambos não saberem falar inglês.

– É uma alegria demais jogar lá. É um campeonato que está crescendo. Pensamos bastante e decidimos ir. Será a primeira vez que jogaremos juntos. Sou chato, puxo a orelha dele. Está sendo muito legal trabalhar ao lado dele. É incrível jogar com o irmão – conta Matheus, de 19 anos.

– Pela primeira vez estou levando esse juvenil comigo. Vamos ver se aprende alguma coisa. Gosto muito de jogar com ele. Ele dá raça, não tem tempo ruim. Até brincando, quando tinha pelada, eu sempre o queria no meu time. Ele chega na madeira. Só falo para roubar a bola e tocar para mim – brinca Lucas.

O pai Marcelinho Carioca ficou ressabiado com a ideia de início, mas depois aceitou. E os filhos querem ver o pai curtindo a Califórnia, onde fica a sede do Corinthians americano.

– Ele ficou meio assim, de ir para outro país. Não impediu, deixou eu tomar minha decisão, mas sempre perguntando se estava certo mesmo. Agora ele vai ter que ir nos visitar – diz Lucas.

A empolgação é tanta que nem as polêmicas declarações de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, assustam os filhos de Marcelinho.

– Vai expulsar (os latinos) nada. Nós é que vamos expulsar o Trump. Não quer deixar ninguém entrar? Sacanagem. Meu pensamento é arrebentar lá e não voltar mais para o Brasil. Lá é uma vida fora do comum. É o melhor país do mundo, a liga está em crescimento – brinca Matheus.

Criado em 2010, o Corinthians USA não tem ligação direta com o Corinthians. Empresários brasileiros compraram o direito de uso de símbolo e nome do clube para abrirem uma filial nos Estados Unidos. No começo, a ligação entre os clubes era mais forte, com intercâmbio de profissionais e ideias de campanhas publicitárias conjuntas, porém, quando Roberto de Andrade assumiu o comando da equipe paulista, o contato ficou mais distante.

Fonte: Ge.com

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