Presidente sofre pressão para deixar o cargo no Corinthians ao voltar de férias

Roberto de Andrade está isolado no Corinthians

Roberto retoma suas funções na segunda-feira, mas ainda sem saber se conseguirá apoio para cumprir o mandato até 2018. Movimento quer forçá-lo a se licenciar

A segunda-feira será quente no Corinthians. De férias desde o fim de dezembro, o presidente Roberto de Andrade retorna à função no clube, mas sem saber se continuará à frente do cargo até o fim do seu mandato, em fevereiro de 2018.

Por pressão de oposicionistas e antigos aliados, o dirigente deve ser forçado a pedir licença da presidência por três meses. Caso não aceite, o processo de impeachment que corre no Comitê de Ética do Conselho Deliberativo ganhará mais força nos próximos meses. A informação, publicada pelo “Meu Timão” e pelo jornal “Lance”, foi confirmada pelo GloboEsporte.com.

Por conta da internação a que teve de ser submetido no fim de novembro, após um mal estar, Roberto de Andrade tem sofrido pressão também de sua família para abandonar o cargo, o que pode pesar a favor da decisão. Diferentemente de renúncia, uma licença não exigiria a convocação de eleições imediatas. Outra opção é assumir um posto de “Rainha da Inglaterra”, onde terceirizaria as decisões.

Liderado pelo ex-presidente Andrés Sanchez, o movimento ganhou força na última quinta-feira, em reunião presidida por André Luiz Oliveira, conhecido como André Negão, vice-presidente que esteve à frente do Timão nas últimas três semanas de forma interina. No encontro, o nome do antigo vice Luis Paulo Rosenberg também foi aprovado para um retorno ao Timão. É possível que ele reassuma o departamento de marketing, que perdeu Gustavo Herbetta na sexta-feira.

Via assessoria de imprensa, Andrés confirmou que conversará com Roberto para tentar “buscar a paz no clube”. Presidente do Timão entre 2007 e 2011, mas onipresente desde que deixou o cargo, o deputado federal (PT-SP) diz que quer unir o Corinthians e evitar a crise.

– Meu desejo é a paz no clube. Esse clima só atrapalha o Corinthians. Estamos unindo forças do clube para que essa situação seja resolvida da melhor forma – afirmou.

Nos bastidores do Parque São Jorge, a informação que circula é que a saída de Roberto abriria caminho para a eleição de Paulo Garcia no próximo pleito. Antes oposicionista, hoje o empresário conta com o apoio de Andrés. Sem Roberto, André Negão ficaria à frente da presidência.

Roberto apresentou defesa contra o impeachment que é apoiado por 63 conselheiros em 8 de dezembro. São dois os casos investigados pelo Comitê de Ética: no primeiro, Roberto rubricou, como presidente em exercício, uma lista de presença de assembleia geral de cotistas da Arena que ocorreu dois dias antes de ele ser eleito. Além disso, o nome dele apareceu, também como presidente, em contrato do estacionamento da arena com a Omni, 27 dias antes das eleições.

Fonte: Ge.com

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